segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Mudança climática provoca ataques de gafanhotos na Argentina

Marcia CarmoDe Buenos Aires para a BBC Brasil
Ataques de gafanhotos começaram no segundo semestre de 2015 e duram até agora; fotos de agosto de 2015 (Foto: BBC/CRA)Ataques de gafanhotos começaram no segundo semestre de 2015 e duram até agora; fotos de agosto de 2015 (Foto: BBC/CRA)
Um ataque inesperado de gafanhotos surpreendeu três províncias do noroeste da Argentina nos últimos meses. É o pior ataque do inseto "em mais de cinquenta anos", segundo o engenheiro agrônomo Diego Quiroga, diretor nacional de proteção vegetal do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentária (Senasa) do país.
Em entrevista por telefone, ele atribuiu o fenômeno à mudança do clima. "Primeiro, tivemos uma forte seca durante três anos (2012, 2013 e 2014) nas províncias afetadas pela praga, e no ano passado um inverno com temperaturas altas e fortes chuvas", disse à BBC Brasil.
O gafanhoto, de acordo com Quiroga, costuma "se esconder no inverno" e aparecer para se alimentar nas outras estações, como a primavera.
"Mas sem inverno definido, eles acabaram antecipando seus ciclos naturais, passando a se reproduzir também em quase todas as estações do ano."
O ataque dos gafanhotos – chamados de langostas em espanhol – começou a ser observado em julho passado na província de Santiago del Estero e se espalhou para as vizinhas Tucumán e Catamarca, segundo a assessoria da entidade chamada Confederações Rurais Argentinas (CRA), com sede em Buenos Aires.
Vídeos caseiros com gafanhotos em massa sobrevoando plantações, feitos pelos produtores rurais, foram publicados nas redes sociais assim que o fenômeno ganhou força, no segundo semestre do ano passado.
Mudanças climáticas podem ter prolongado período de reprodução de gafanhotos (Foto: BBC/CRA)Mudanças climáticas podem ter prolongado período de reprodução de gafanhotos (Foto: BBC/CRA)
'Exército' de insetos
Por causa do período de reprodução prolongado, diz Quiroga, a expectativa é de que em cerca de vinte dias os gafanhotos voltem a sobrevoar as plantações em grandes grupos, caso não sejam combatidos.

"Cada nuvem de gafanhotos pode ter até cinquenta milhões de insetos. Não queremos erradica-los, não é essa a proposta, mas combatê-los para que não cheguem a outras províncias", disse.
O presidente da Sociedade Rural da província de Tucumán, Ignacio Lobo Viaña, disse que os gafanhotos "agem como um exército atacando pasto e cultivos como soja e milho". Aos 56 anos, ele disse que "jamais viu nada parecido" em termos de ataque do inseto.
Quiroga, por sua vez, afirma que não existem cálculos sobre as perdas econômicas para o setor agrícola na região, mas que "o impacto é mais visual do que matemático", já que os insetos atacam principalmente os pastos.
Segundo cálculos da CRA, cerca de 700 mil hectares estão sendo afetados pelo fenômeno, mas a maioria deles é coberta de pasto. Cerca de 180 mil hectares são ocupados por cultivos.
'O gafanhoto não espera'
Cerca de 700 mil hectares já foram afetados pelos insetos, a maioria coberto por pasto (Foto: BBC/CRA)Cerca de 700 mil hectares já foram afetados pelos insetos, a maioria coberto por pasto (Foto: BBC/CRA)
Na última quinta-feira, autoridades federais e provinciais anunciaram ações conjuntas para combater a praga.
"São brigadas especiais para combater o inseto, até porque focos do gafanhoto começaram a aparecer onde antes não existia no país, como ocorreu recentemente na província de Salta (no norte da Argentina) e em Córdoba (na região central do país), entre outros locais", afirmou Quiroga.
Em entrevista à imprensa local, o presidente do Senasa, Jorge Dillon, disse que vai ser necessária uma ação conjunta do setor público e privado para "cuidar da produção nacional".
A preocupação com a produção agrícola argentina também foi abordada pelo secretário de Agricultura do país, Ricardo Negri, que disse que o Ministério de Agroindústria, que faz parte da força tarefa de combate ao gafanhoto, assumiu o "compromisso de incrementar seus recursos e coordenar medidas que solucionem o tema (da praga do gafanhoto)".
Após o anúncio das ações, a CRA divulgou comunicado dizendo que o "gafanhoto não espera" e alertando para a reprodução rápida do inseto.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Balanço anual do deputado federal Roberto Sales do PRB RJ

Entrevista concedida pelo deputado federal Roberto Sales
JORNAL O SÃO GONÇALO


Que emendas o senhor elaborou e espera aprovação para a LOA destinadas ao Leste Fluminense ?
              

                     SAÚDE  Prefeitura Municipal de São Gonçalo     1.200.000

                     SAÚDE  Prefeitura Municipal de Tanguá               500.000

                    SAÚDE  Prefeitura Municipal de Cachoeiras de Macacu 250.000

                    ESPORTE     Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude      1.050.000 PELC

                  Alguns bairros de São Gonçalo

                PESCA   Universidade Federal Fluminense 800.000  projeto executivo mercado de peixe

                PESCA   Prefeitura Municipal de São Gonçalo     2.000.000 1ª etapa da construção mercado de peixe



- Que necessidades da região foram priorizadas?


                     Saúde

- Por favor: Informar valor total das emendas ($) e áreas contempladas (educação, saúde, ...)


                    10.000000,00 (DEZ MILHÕES) 
                      Áreas contempladas: saúde, esporte, pesca, turismo educação, cultura e agricultura. 




2) Balanço do Mandato

- O senhor teve atuação relevante na criação da Frente Parlamentar de Incentivo à Captação e Doação de Órgãos. Como surgiu a ideia para esta iniciativa? De que forma ela funciona? Que ganhos a Frente já proporcionou desde a implementação? 

Passei pela dor de quem passa pelo tratamento e está na fila do transplante, sou transplantado, recebi um rim do meu pai e buscaremos através da Frente Parlamentar incentivar  a ampliação da doação de órgãos no país, a mesma que foi lançada em outubro deste ano,  agirá democraticamente de modo a equacionar os principais problemas enfrentados pelos pacientes que aguardam os transplantes, assim como os que estão em tratamento,pois  muitos morrem na fila de transplante. 

- Antes de chegar à Brasília, o senhor se destacou na defesa dos pescadores. A bandeira foi lembrada com a apresentação do Programa Nacional de Saúde do Pescador. Qual o andamento desta proposta? Como foi recebida pela Casa? Que benefícios poderá trazer a este segmento e quantas pessoas poderão ser contempladas?

    O objetivo,  é estimular a pesquisa e produção do conhecimento sobre os riscos laborais específicos da atividade pesqueira, ações de assistência à saúde, promoção e prevenção com a realização de palestras, workshops,  distribuição de kits e informativos sobre o câncer de pele e outros agravos à saúde.

- Existe previsão para que o PL 2268/15 seja votado? Que impacto social esta proposta pode desencadear?
    
Previsão não tem, mas creio que pelo fato ser aprovada já em comissão não irá demorar muito para isso acontecer. O objetivo  é tornar ainda mais severa a legislação que pune quem dirige bêbado ou drogado,  garantindo de forma mais facilitada, a indenização aos familiares da vítima. Acredito que essa proposta vai fazer com que o condutor reflita sobre suas atitudes no trânsito, uma vez que se for constatado homicídio culposo, ele terá que dispor do seu veículo para indenizar os familiares do falecido.
- O senhor também questionou em plenário as deficiências do ensino de língua estrangeira na rede pública. Que alternativas sugeriu ao Poder Executivo a partir do projeto de lei apresentado?
 Sugerimos  ao ministro da Educação, a mobilização de recursos para oferecer uma formação eficaz dos docentes responsáveis por esta disciplina, pois o curso de línguas estrangeiras aplicado no ensino fundamental e médio está bastante falho, não sendo suficiente para garantir bons desempenhos em exames de habilidade no idioma como, por exemplo, a seleção dos beneficiados pelo programa Ciência sem Fronteiras
- O senhor integra importantes comissões na Casa, como a do Meio Ambiente e de Transportes. Como avalia sua participação? 
   
 Avaliamos de forma positiva, pois como titular da Comissão do Meio Ambiente já aprovamos dois projetos relatados como que dispõe sobre o descarte dos filtros de cigarro e  o  projeto  que inclui o Complexo Estuarino Mundaú – Manguaba do Estado de Alagoas em programa ministerial de revitalização de bacias hidrográficas. Pela Comissão de Viação e Transporte, já realizamos algumas visitas oficiais em 
 complexos portuários com objetivo de conhecer a situação atual, as perspectivas e as potencialidades do empreendimento.


> - Qual a expectativa para o próximo ano de mandato?

No próximo ano pretendemos avançar com iniciativas direcionadas a diversos eixos como o qual iniciamos em 2015 como — trabalho, transporte, Meio Ambiente, educação e saúde —, temos  atuado de maneira vasta e  acredito que  a experiência adquirida nesse período haverá mais excelência no próximo ano de mandato, os resultados positivos que conquistamos neste primeiro ano de legislatura me dá a certeza de que estou desempenhando um trabalho em benefício do povo do Rio de Janeiro, reafirmando o compromisso assumido durante a campanha eleitoral.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

21 de setembro - Dia do Fazendeiro


Na Roma antiga, os grandes domínios privados de terras, os latifúndios, pertenciam somente à aristocracia. Esses nobres eram chamados de latifundiários. Hoje, essa denominação é dada ao dono da grande propriedade rural, onde a quase a totalidade das terras não são cultivadas e é explorada com técnicas de baixa produtividade.

Através dos séculos passamos para o conceito de fazenda, que é uma grande propriedade rural, de lavoura ou de criação de gado, com alta produtividade. Assim temos a definição de fazendeiro à pessoa que possui ou cultiva fazendas. No Brasil colônia as fazendas eram muito grandes.

Os "senhores", que eram chamados os fazendeiros, e suas famílias viviam na casa-grande ou sede. Em geral, eram muito ricos e ocupavam cargos públicos, como juízes de paz, oficiais da Guarda Nacional, deputados, governadores municipais e provinciais.

A ânsia pelas riquezas fazia com que os casamentos fossem cada vez mais freqüentes entre essas famílias. De modo que as propriedades não eram divididas. Outro desejo comum era obter um título de nobreza. Para alcançar esse objetivo, eles prestavam serviço ou trocavam favores como o Imperador, ou compravam o título.

A maioria dos grandes fazendeiros tornava-se barão. Os barões do café, do cacau e outros, valorizavam hábitos e comportamentos que consideravam adequados à nobreza. Eram hospitaleiros com os conhecidos, protegiam os afilhados, financiavam obras culturais e beneficentes, viajavam muito e mandavam os filhos à Europa para estudar.

Tudo mudou para os fazendeiros brasileiros com a abolição dos escravos e a chegada dos imigrantes. Aos poucos foram empobrecendo e a nobreza estava apenas no título comprado. A maioria adaptou-se aos novos tempos, que a república exigia, e novas gerações de fazendeiros surgiram.

Os fazendeiros, nos últimos anos do século XIX, tornaram-se empresários modernos. Donos de fazendas mecanizadas, utilizam equipamentos aperfeiçoados, como ventiladores, despolpadores e separadores de grãos. Com isso, geram muitos empregos, pelas várias tarefas especializadas que aumentam a divisão do trabalho e a produtividade.

Hoje, os fazendeiros ocupam um lugar de destaque, em qualquer país do mundo, onde a agricultura faz parte do primeiro setor da economia, como gerador de recursos para as nações. Tornaram-se importantes geradores de divisas nacionais, pois fornecerem alimentos para o mercado interno e também exportam muito. Além disso, colaboram para o avanço das pesquisas tecnológicas.

Quando surge uma nova doença na pecuária, ou uma praga desconhecida é detectada na agricultura, os pesquisadores das grandes indústrias químicas e os órgãos do governo entram em ação, fazendo novas descobertas. Enquanto isso, a indústria tecnológica de maquinários para o manejo da terra, se mantém em constante modernização para que haja maior colheita. Esses processos geram empregos, criam indústrias e avançam o conhecimento científico.

Os fazendeiros nesse terceiro milênio são os guardiões das reservas ecológicas do planeta, e os fornecedores de alimentos de toda a população do planeta. Mas estão conscientes que só as fazendas auto-sustentadas é que deverão existir.

terça-feira, 28 de julho de 2015

28 de Julho, Dia do Agricultor


Ele já foi chamado pelo mais variados termos: camponês, lavrador, agricultor de subsistência, pequeno produtor, agricultor familiar. A evolução social e as transformações sofridas por esta categoria são conseqüências de uma nova situação deste trabalhador fundamental para o desenvolvimento do País.
Existem dois projetos para o campo com focos diferentes no Brasil. O primeiro prevê a expansão da produção agropecuária e o segundo, enfatiza aspectos ambientais e sociais do processo de desenvolvimento, com que se denomina sustentabilidade do desenvolvimento rural, equilibrando condições sociais, econômicas e ambientais.
O PRB Alimentação e Agricultura, de forma singela, homenageia estes homens e mulheres que de sua coragem, empenho, sacrifício e trabalho por muitas vezes árduo fazem do campo o alimento para o Brasil.