terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Pão nosso de cada dia

Podemos ficar sem todos esses aparatos tecnológicos do nosso tempo – inclusive sem acesso à internet por algumas horas – e ainda assim sobreviver. A vida pode existir sem carro, celular e televisor, por exemplo, mas não resistiria sem água e sem alimento.
Obviamente que todos os avanços conquistados no último século facilitaram muito a vida na Terra. Difícil imaginar nosso cotidiano sem isso tudo, porém mais inimaginável é ficar sem os elementos essenciais à sobrevivência humana. Há uma forte inversão de valores nesse sentido. Explico.
Todo esforço do homem de hoje se dá no âmbito da conquista de bens materiais. Quem não quer andar num carro novo? Quem não gostaria de um televisor grande e moderno? Quem não sonha em ter uma casa e equipá-la com os melhores eletrodomésticos? Todos querem.
Mas precisamos de alimento. Precisamos de água. E com qualidade. São Paulo e alguns estados do Sudeste estão sentindo na pele a falta d’água devido a forte estiagem dos últimos meses e a ausência de uma política de prevenção desse tipo de problema.
Ainda não tem faltado alimento, e espero que isso não ocorra tão cedo, mas é essencial que nosso país invista cada vez mais em agricultura, sobretudo a familiar. Pequenas propriedades têm sido responsáveis por abastecer muitas cidades.
O Brasil tem sido referência no setor na América Latina. Mônica Rodrigues, autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) para assuntos econômicos (Cepal), constatou que o país investe nos pequenos produtores. Mas precisa aprender na relação entre Estado e entes privados.
Ela ressaltou a importância de se fazer alianças público-privadas. “Os recursos são limitados, e o governo tem de eleger áreas para apoiar. Por isso, acho importante o tema da participação privada. Talvez essa seja a área em que o Brasil tem a aprender com países latinos”.
É bom ser elogiado pelo que fazemos de bom, mas é de extrema importância ouvir alertas como esse para aprimorar nosso conhecimento. Se podemos aprender com países vizinhos, vamos aprender. Quando o assunto é produção de alimentos, toda ajuda é bem-vinda.

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